O que fazer no Porto: 11 coisas a não perder

Está a pensar fazer uma visita à cidade invicta e não sabe o que fazer no Porto? Deixamos-lhe aqui 11 coisas a não perder num périplo à segunda maior cidade de Portugal.

Se está a considerar uma visita ao Porto e ainda não sabe o que fazer, não se atrapalhe. Deixamos-lhe aqui 11 coisas a não perder num périplo à segunda maior cidade de Portugal, terra de tradição, de cultura, de muita festa, de gentes autênticas e com um passado histórico rico. Dizemos-lhe o que fazer no Porto, neste nosso top das 11 coisas que não pode perder.

1 – Subir à Torre dos Clérigos

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Ir ao Porto e não subir à Torre dos Clérigos não é como ir a Roma e não ver o Papa, mas como ir ao Vaticano e não subir à cúpula da Basílica de S. Pedro. Construída no século XVIII por Nicolau Nasoni, integra o conjunto arquitetónico da própria torre, da Igreja dos Clérigos e da Casa da Irmandade. Ergue-se a uma altura de 75 metros, garantindo uma vista panorâmica fantástica sobre a cidade do Porto

2 – Visitar a Livraria Lello

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Aberta ao público desde 1906, a Livraria Lello é uma das mais emblemáticas livrarias do mundo. Com fachada neogótica e painéis que simbolizam a Arte e a Ciência, este espaço combina no seu interior os estilos eclético e art nouveau exibindo, orgulhoso, a escadaria vermelha que consiste num dos seus ícones. A regra de ouro da casa encontra-se ainda exibida em latim no impressionante vitral de 8 metros de altura e 3,5 metros de largura: “Decus in Labore” (Dignidade e Trabalho). O ambiente é magnífico e é possível ali passar horas a fio sem se dar pelo decorrer do tempo.

3 – Passear pela Ribeira

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De noite ou de dia, um belo passeio pela Ribeira do Porto é algo que não pode deixar de fazer. Trata-se de um dos mais animados, coloridos e alegres pontos da cidade, com o Douro ali mesmo ao lado, onde se refletem as fachadas das casas do século XVIII e o Palácio da Bolsa, evocando um romantismo e uma tipicidade que não se encontram em mais nenhum lugar do mundo. Nesta zona é muito agradável passear pelas ruas estreitas feitas em calçada portuguesa e aproveitar para jantar ou beber um copo e apreciar a vida que ali se desenrola. Não foi em vão que foi classificada como Património Mundial da UNESCO em 1996.

4 – Tomar o pequeno-almoço no Café Majestic

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No número 112 da Rua de Santa Catarina situa-se desde 1921 o Café Majestic, que quando abriu portas se chamava Elite. O nome mudou mas não o ambiente nem a sumptuosidade e muito menos a elegância deste espaço que ao pequeno-almoço apresenta um menu absolutamente delicioso que se encerra com uma flûte de espumante. O Majestic é um dos mais emblemáticos exemplos de art nouveau no Porto, mantendo vivo todo o conceito de Belle Époque e de glamour. Foi considerado imóvel de interesse público já em 1981.

5 – Visitar a Estação de S. Bento

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Para quem não conhece, a sugestão de visitar uma estação de comboios pode parecer estranha, mas a Estação de S. Bento é algo que não pode mesmo perder. Edificada no início do século XX, tem uma cobertura de vidro e ferro fundido da autoria do arquiteto Marques da Silva e o seu interior conta com 20 mil azulejos pintados por Jorge Colaço, que ilustram a evolução dos transportes e alguns momentos da história e da vida dos portugueses. Trata-se de um dos principais monumentos da cidade, com a sua fachada apresentando uma forte influência arquitetónica da Escola de Fontainebleau, traços renascentistas e Belle Époque.

6 – Ir até à Foz

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Ir até ao Porto e conhecer a zona balnear das suas gentes é absolutamente imperativo para ficar com uma ideia abrangente acerca desta maravilhosa cidade. E por que não apostar num passeio desde a Ribeira — que representa a zona histórica da cidade — até à Foz, com o Douro a correr, também ele, na mesma direção? São apenas seis quilómetros que se desenrolam sempre à margem do rio e que lhe permitem várias paragens para falar com as gentes locais e apreciar não só as vistas de um modo muito mais tranquilo, como também para almoçar, beber um copo ou petiscar algo. Uma vez chegado, pare na Avenida do Brasil, que une toda a marginal, e aprecie a vista e o mar e dê um salto à famosa esplanada da Praia da Luz, o lugar mais concorrido das imediações mas, faça-se justiça, muito apetecível.

7 – Comer uma francesinha

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O que mais não falta são restaurantes ou cafés onde pode provar a famosa francesinha, petisco de culto do Porto e muito emblemático da cultura nortenha. Chama-se francesinha porque o seu criador, que a fez bem picante, dizia que “as mulheres mais picantes” que conhecia eram as francesas. Há também quem acredite que o nome foi herdado dos tempos da Guerra Peninsular, quando as tropas napoleónicas costumavam comer sandes de pão de forma colocando lá dentro todo o tipo de carnes. Ora a francesinha tem um formato de sanduíche e por dentro tem linguiça, salsicha fresca, fiambre, carnes frias e um bife de carne de vaca, coberta com queijo que depois é derretido. Serve-se com muito molho feito à base de tomate, cerveja e piri-piri. Sabe lindamente com um bom fino (no jargão portuense, cerveja a copo) e no fim um cimbalino (café, na gíria do Norte).

8 – Entrar no Palácio da Bolsa

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O Palácio da Bolsa é um dos mais importantes monumentos do Porto, pelo que a sua visita é mesmo obrigatória. De estilo neoclássico, foi construído na segunda metade do século XIX e é atualmente utilizado para eventos culturais. No seu interior, destacam-se o Pátio das Nações e o Salão Árabe, inspirados no estilo mourisco de extrema riqueza decorativa. A sua visita permite testemunhar a genialidade dos artistas envolvidos em tamanho projeto, bem como a alma da cultura portuense da época.

9 – Perder-se na Igreja de S. Francisco

É uma igreja gótica do século XVIII localizada na freguesia de S. Nicolau cujo conjunto impressiona sobretudo, no seu interior, pela talha dourada barroca. Classificada em 1910 como Monumento Nacional, esta igreja sofreu um incêndio avassalador nas instalações conventuais anexas que começou com um tiroteio das tropas Miguelistas, no final do Cerco do Porto. Esta parte seria arrasada para se proceder, então, à construção do atual Palácio da Bolsa, antiga Bolsa Comercial do Porto. A sua fachada exibe ainda a rosácea gótica e todo o conjunto reside numa profunda e sentida arquitetura com algumas influências, como a mudéjar, que vale mesmo a pena visitar.

10 – Dar um salto até às Caves do Vinho do Porto

Mais uma experiência que não pode perder quando estiver no Porto. As suas caves são um ex libris não só da cidade, mas um documento histórico invulgar sobre o vinho do Porto, a região do Douro e as cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia. A maioria das caves está situada nesta última, mesmo em frente ao Porto. A visita às caves proporciona não só o enquadramento histórico, como a prova deste delicioso néctar que durante séculos moveu e influencia ainda hoje a economia nacional.

11 – Uma visita à Sé do Porto

Situado no centro histórico do Porto, encontra-se a Sé do Porto — o edifício religioso mais importante da cidade. Começou a ser construída no século XII e foi sofrendo, ao longo dos séculos, várias reconstruções, refletindo, por isso, vários estilos. A maior parte da Sé é barroca, enquanto a estrutura da fachada e o corpo da igreja são românicos, e o claustro e a capela de São João Evangelista são de estilo gótico. Tanto a Sé como o seu claustro são visitas imprescindíveis, quando se passa pelo Porto. A Sé foi classificada como Monumento Nacional.  

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